quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Então, tchau!

Boa viagem!

Que Deus te abençoe muito e sempre!

Que a solidão te esqueça e a felicidade te ame eternamente e apaixonadamente!

Que as pessoas vejam em você tudo que elas desejam ver e encontrar em alguem e você tenha assim muitos amigos, colegas, companheiros, pra nunca sentir saudades ou falta de alguém!

Que você nunca mais encontre o mal, em nenhuma de suas formas, que o que há de bom esteja presente em sua vida diariamente!

Que sua memoria triste se apague continuamente e reste dentro de você só memorias que te tragam alegria!

Que as dores que você carrega ai dentro desapareçam como bolas de sabao ao vento, e no lugar onde você guarda estas dores, que nasçam flores, flores coloridas e perfumadas para que você sempre tenha um jardim florido para visitar e flores para presentear as pessoas que vão te amar!

Que o medo exista na medida perfeita para sua sobrevivencia, e os fantasmas sejam todos doutrinados e sigam seus caminhos te deixando livre e sem traumas para viver o amor que a felicidade vai sentir por você!

Em outras palavras, tudo de melhor é o que desejo pra você!



De Camila Mascarenhas

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que lhe assusta

Ela...
Gostaria de ter visto quem não viu, ido onde não foi, ganhado o que não ganhou, escutado o que não disseram, sentido o que gostaria a muito tempo de sentir e não sente.

Ela...
Deveria procurar quem não procura, ir onde não vai, deveria receber de quem quer lhe dar o que quer ganhar, mas não ganha, permitir que alguém lhe dissesse o que quer ouvir e não ouve, deveria buscar sentir o que quer sentir a muito tempo e não sente.

Ela...
Nunca muda, aliás, a mudança lhe assusta.




De Camila Mascarenhas

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Perdi...


As contas, as lembranças, os cheiros, os jeitos... perdi!

Não sei quanto tempo faz que foi embora, mas perdi as contas de quantas vezes desejei teu abraço forte, tua presença silenciosa ou não, mas segura. Perdi as lembranças de tua feição e as marcas do tempo em teu rosto.

Perdi os cheiros de amizade, carinho, fé e também de frango no forno, empanada e arroz temperado, que nunca consigo fazer como fazias. 

Perdi o teu jeito, de falar, de sorrir, de chorar, de dormir, de viver e de simplismente ser.

Sem o convívio perdi muito, na verdade, perdi demais e  não há como recuperar o que foi perdido, pois o tempo não volta e as pessoas mudam todo tempo.

Uma coisa não perco, nem quando desejo perder, as vezes eu gostaria de perder-lo para não sentir o vazio das outras que perdi, mas não perco o amor que é teu e vive no meu coração.



De Camila Mascarenhas

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Se não fosse pecado...

Acaso não fosse pecado eu diria...

Diria as coisas que pensei e senti no instante em que tua voz tocou meus ouvidos, falaria abetamente do que teus olhos cofessaram no instante em que tocaram meu corpo, espalharia pelo ar o perfume dos teus sentimentos no momento em que roubastes o meu mundo, coração,  pensamento e os desejos. Sim, falaria abertamente que enquanto estava a esperar por aquele que nunca chegava, tu viestes e me roubastes  para ti, roubastes quase tudo, diria ainda, que das coisas que me sobraram eu mesmo dei a ti, pois enchias de cores e vida todo o mundo e, sob teu encanto, já não podia fugir da alegria constante que era estar contigo.

Se acaso não fosse pecado eu diria...

Do sangue derramado pelo chão, nas paredes, na tela, diria ainda das palavras que ecoavam em meus ouvidos repetidamente pela voz feminina que nunca ouvi, mas conhecia, diria o que ela gritava em meu mundo, que era teu, pois tu roubastes para ti, e que naquele instante destruias com a mesma arte e maestria que um dia roubara. Sim, diria dos sons de horror, dos pesadelos, de toda tortura, dos cortes na carne, dos choques na alma, do fantasma que usavas para me assombrar, das lágrimas que me obrigavas a derramar enquanto sorrias e contava aos quatro ventos que me destruias... Diria, se não fosse pecado, de cada gota de morte que me davas a beber cada vez que me obrigavas a reviver minha morte no mundo que tomastes para si e agora devolvias em ruinas, sem qualquer respeito, amizade, vergonha ou pudor.

Se acaso não fosse pecado, cantaria toda alegria e toda dor, faria versos de amor e de morte, lavaria toda tinta cinza que cobre o que um dia era cor, mas é tudo pecado, vou então brindar tudo que morre e chorar tudo que nasce, sem esquecer, nem por um minuto, que em nada disto tenho parte.



De Camila Mascarenhas

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ao Amigo distante

Sempre sinto tua falta, sempre sinto saudade, mas hoje... Hoje precisei de você mais que muito! Queria teu colo, teu ombro, teu silêncio. Precisei mais do que muito, estar ao teu lado. No desespero, fui ao por do sol em busca da paz, mas até no silêncio do sol indo embora, a tua ausência gritava.

Hoje precisei muito daquele teu olhar que me entende sem palavras. Sinto que nada além de tua presença me daria hoje as certezas que tanto preciso. Hoje odeio o Rio, ter crescido, a distância, quase tudo, só não odeio nossa amizade.

Nossa amizade me faz lembrar que mesmo você não estando aqui, existe neste mundo alguém como você e isto conforta, faz perceber que a vida bate, mas também abraça!






De Camila Mascarenhas

Versinho


Este verso torto vai para tudo que passou e não passou, para tudo que perdemos quando não queríamos ou achamos sem querer.

Vai para todos os planos falhos, sonhos desfeitos, tempo perdido, versos sem paixão, dor não dividida, palavra engasgada, lágrima em vão.

É dedicado a todos os dias de pé esquerdo, gato preto, escada no caminho e titica de passarinho.

Afinal, estes dias são especiais, exercitam a paciência!





De Camila Mascarenhas

terça-feira, 10 de maio de 2011

Nenhum adeus vai apagar...

...
E ela disse:
-Mas eu nunca postei nada que não fosse meu!
Eu falei:
-Mas desta vez é diferente.
Ela falou:
-Verdade, por mais que procure palavras eu não encontro nelas o que quero dizer, parece que não existem palavras suficientes ou que não existem palavras para descrever o que sinto agora.
Eu falei:
-Então?! Usa Caetano, ele vai falar bem por você!
Ela sorriu e fez assim:

Pra te Lembrar*

Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que eu já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...
Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E o silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...
Me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...
Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
Ao te ver sorrindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar...

*Caetano Veloso e Nei Lisboa